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RECEITA FEDERAL CRUZA DADOS

Por: Andre Farrath

A Receita Federal está cada dia mais estruturada e com um aparato fenomenal para cruzar e analisar a vida do cidadão.

O crescente nível de sofisticação dos mecanismos de fiscalização utilizados pela Receita Federal do Brasil é de assustar. Atualmente, o órgão dispõe de sistemas altamente especializados para o cruzamento de informações provenientes de diversas fontes, incluindo transações imobiliárias, movimentações bancárias, aquisição de veículos novos, declarações de rendimentos, recibos médicos e receitas de aluguéis. Além disso, há monitoramento de dados públicos e digitais, inclusive informações disponibilizadas em redes sociais, com o objetivo de identificar sinais de evolução patrimonial ou padrão de vida incompatíveis com os rendimentos declarados.

Diante desse cenário, reforçamos a importância de manter total conformidade fiscal, garantindo que todas as informações prestadas sejam completas, coerentes e devidamente comprovadas por documentação hábil e idônea. Inconsistências podem resultar em autuações, multas, penalidades e até mesmo implicações legais mais severas.

Recomendamos especial atenção aos seguintes pontos:

  • Declaração correta de rendimentos, inclusive aluguéis;
  • Compatibilidade entre movimentação financeira e renda declarada;
  • Regularidade na emissão e guarda de recibos médicos;
  • Registro adequado de aquisição de bens, como imóveis e veículos;
  • Cautela com exposição de patrimônio em redes sociais.

Dados BANCÁRIOS

  • e-Financeira: relata movimentações bancárias, depósitos, aplicações e rendimentos acima de determinados limites ALEM DE AQUISIÇÃO DE VEICULOS que foi substituída pela DIMOF
  • IX e Transferências: Monitoramento de altos volumes de transferências bancárias, alertando para omissão de rendimentos
  • DECRED: Informações enviadas pelas administradoras de cartão de crédito sobre compras e pagamentos.
  • Criptoativos: Instrução Normativa 1.888/2019 obriga exchanges a informarem operações com criptomoedas

Dados Imobiliários e Patrimoniais

  • DIMOB: Declaração de Imobiliárias e Administradoras de Imóveis (aluguéis, compra e venda)
  • DOI (Declaração de Operações Imobiliárias): Emitida pelos Cartórios de Notas sobre compra, venda ou transferência de imóveis
  • CIB (Cadastro Imobiliário Brasileiro): Novo “CPF dos Imóveis” que rastreia aluguéis e transferências de bens

Dados Fiscais, Médicos e Previdenciários

  • DMED: Declaração de Serviços Médicos e de Saúde, cruzando consultas e tratamentos informados por médicos/hospitais
  • DIRF: Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (pagamentos de salários, serviços PJ, etc.)
  • EFD-Reinf: Informações de serviços tomados ou prestados, retenções de IR, CSLL, PIS/COFINS, etc. ( ESTA FERRAMENTA É UMA MÁQUINA DE CRUZAR  aquisição de veículos de concessionárias  e DETRAM
  • Carnê-Leão: Recebimentos de aluguéis e trabalho autônomo, essenciais para quem recebe de pessoa física ( Receita está de antena ligada em alugueis )
  • Planos de Saúde: Informações enviadas pelas operadoras.

Outras Fontes

  • Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e/NFS-e): Cruzamento direto com CNPJs contratados.
  • Redes Sociais: Podem ser usadas em investigações de incompatibilidade patrimonial (sinais de riqueza)

Milionários e seus quadros

Por André Farrath

A arte, há muito tempo, deixou de ser apenas contemplação estética para ocupar um espaço estratégico no mundo financeiro. Para milionários e grandes investidores, quadros e obras de arte funcionam como verdadeiros ativos — muitas vezes mais sofisticados do que aplicações tradicionais.

Não se trata apenas de beleza ou da capacidade de emocionar. Muitas vezes, estamos diante de pinturas abstratas que fogem à compreensão imediata do público comum. Ainda assim, essas obras alcançam valores milionários. Por quê? Porque o alto luxo une três fatores poderosos: investimento, status social e estratégia patrimonial.

Diferentemente do dinheiro parado, que sofre corrosão constante da inflação, obras de artistas renomados tendem a se valorizar ao longo do tempo. A arte passa, então, a ser vista como um ativo alternativo, capaz de proteger o patrimônio e diversificar investimentos de forma inteligente.

Além disso, colecionadores utilizam suas obras como garantia para obtenção de crédito com condições atrativas. Esse mecanismo permite acesso à liquidez sem a necessidade de venda do ativo — o que, em muitos casos, evita a incidência imediata de tributos sobre ganho de capital.

Outro ponto relevante está no planejamento tributário. Grandes fortunas utilizam a arte como ferramenta estratégica dentro de uma engenharia contábil sofisticada. Em muitos casos, o investidor aguarda a valorização da obra e, posteriormente, realiza sua doação a museus ou instituições culturais. Dependendo da legislação aplicável, isso pode gerar deduções fiscais expressivas. Não se trata de irregularidade, mas de conhecimento técnico aliado a planejamento.

Um exemplo emblemático dessa dinâmica ocorre em Genebra, na Suíça, onde existem os chamados “freeports” — armazéns alfandegários especiais. Nesses locais, obras de arte podem ser armazenadas sem que haja incidência imediata de impostos de importação. Curiosamente, essas obras podem ser negociadas diversas vezes sem sequer sair do local físico, o que evidencia o nível de sofisticação desse mercado.

Ainda assim, é fundamental destacar: por trás de toda essa engrenagem financeira, existem artistas, história, originalidade e cultura. O valor de uma obra não está apenas no seu preço, mas em sua raridade, na identidade de quem a produziu e no contexto em que foi criada.

A arte continua sendo expressão humana — mas, nas mãos certas, também se transforma em uma das mais elegantes formas de preservar, multiplicar e proteger riqueza.

A Importância da Implantação do ESG para Empresas e Produtores de Café

Por Andre Farrath 

Nos últimos anos, o conceito de ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) deixou de ser apenas uma tendência global e passou a ser um requisito fundamental para a sustentabilidade e competitividade das empresas.

Adotar práticas ESG significa incorporar, no dia a dia dos negócios, políticas que busquem:

  • E (Ambiental): reduzir impactos ambientais, preservar recursos naturais, incentivar energia limpa, manejo sustentável e reduzir a emissão de carbono.
  • S (Social): valorizar as pessoas, garantir boas condições de trabalho, investir em comunidades locais e promover diversidade e inclusão.
  • G (Governança): adotar transparência, ética nos processos de gestão, responsabilidade fiscal e respeito às normas.

Para as empresas, os benefícios são claros: fortalecimento da reputação, maior atratividade para investidores, acesso a crédito com condições diferenciadas e mais confiança do mercado e dos clientes.

No caso específico dos produtores de café, a implantação do ESG representa ainda mais valor. O mercado internacional está cada vez mais exigente, e grandes compradores priorizam fornecedores que comprovem práticas sustentáveis e socialmente responsáveis. Um café produzido com respeito ao meio ambiente, às pessoas e com boa governança não apenas conquista certificações importantes, mas também alcança mercados premium, gerando mais rentabilidade e reconhecimento.

O Mundo virando

Por André Farrath

Veja bem… A cada dia o mundo acorda com alguma moda nova, um aplicativo novo, um comportamento importado ou reinventado. E o mais curioso: ninguém nos pergunta se gostamos ou não. Simplesmente enfiam tudo goela abaixo – e ainda acham que estamos obrigados a achar bom.

Veja o PIX. Começou de mansinho, como quem não quer nada, e em 2024 já passou dos 60 bilhões de transações. Isso mesmo, bilhões. As operadoras de cartão de crédito estão em pânico, vendo seu reinado escorrer por entre os dedos digitais. E quem diria que um código de QR substituiria a velha maquininha de “inserir o chip”?

Mas não para por aí. Já reparou na moda dos jogadores de futebol? Se não bastasse a tatuagem do cotovelo ao tornozelo e o cabelo sempre “na régua”, agora enfaixam o braço com esparadrapo como se fossem entrar em campo direto do Pronto-Socorro. E têm mania de levantar o short também. Vai entender… É futebol ou desfile de moda hospitalar?

Aliás, falando em desfile: a academia virou passarela. Academia, que antes era recomendada por médicos e fisioterapeutas, agora é território fashion. Roupa colada, garrafinha de água importada, shake vegano, tripé para selfie e um ritual meticuloso de fotos no espelho. A galera sua na maquiagem e posta no Instagram antes mesmo de aquecer. É quase um baile funk com halteres: “ela não anda, ela desfila. Ela é top capa de revista …”.

E por falar em desfile, que coisa é essa de levar copo pro bar? É a moda do “cada um com seu Stanley”. O bar virou extensão da cozinha. E a febre dos copos chegou até à missa. Outro dia, uma senhora pediu água no meio da homilia. Hidratada com fé. E no escritório então? É caneca pra todo lado: de chá, de café, de água… Vi até um gato em cima da mesa do Fernando Gabeira na GloboPlay. É o novo normal: home office com felino de companhia.

Agora… quem nunca teve uma boneca de pano, uma Susi ou uma Barbie? Hoje, a febre é o tal do Bebê Reborn. Boneco “terapêutico” que custa até 15 mil reais. Isso mesmo. Quinze mil. Tem gente que compra um boneco desses e depois quer atendimento no SUS. E pensar que a gente brincava com boneca de plástico e fazia comidinha com terra e folha de goiabeira… Vai entender. As crianças brincavam de boneca para relaxar e dar sossego as mães, agora os adultos com TDH relaxam com as mesmas bonecas, porém mais caras.  Fofão alguém lembra? O boneco maldito. Segundo a lenda urbana, havia um punhal preto dentro do boneco e que a pessoa que fazia o personagem teria feito pacto com Diabo. 

E a moda da calça rasgada, então? Ganhou força. A famosa “pega frango” agora vai com sapato social e gravata. É o estilo “Didi Mocó Executiva Fashion Week”. A cueca aparece por cima da calça e a calça parece querer escapar pelas pernas. Funk, rap e passarela do absurdo. Não podemos criticar o cantor Falcão da música “I’m not dog no For live so humble”.

Por fim, veja bem: cadê a mão de obra? Sumiu ou estão pagando pouco? Está faltando vaqueiro, pedreiro, contador, médico, advogado, apanhador de café… É um apagão de trabalhadores. E o mais curioso são as novas estratégias trabalhistas: um cliente da Ética Contábil me contou que o empregado pagou para ser demitido. Isso mesmo. Deu 10% do FGTS ao patrão e garantiu o seguro-desemprego. Virou parceria informal. Se a moda pega, adeus carteira assinada e olá FGTS dividido. Antes todos queriam emprego, hoje todos correm do emprego – sei lá.

Nunca se viu tanto atestado médico por “motivos emocionais”. A CID virou clube social. É depressão, é ansiedade, é burnout… Tudo junto, misturado e atestado.

Bruno Henrique, o Café de R$ 3.000,00 a Saca e a Vida que Não Para

Por Andre Farrath

No mundo do futebol, as apostas — aquelas BETs que antes eram coisa de torcedor de bar — agora se tornaram uma realidade palpável. Não dá mais para ignorar que o jogo virou, e que conviver com esse modelo de apostas virou parte do cotidiano. E, nesse cenário, Bruno Henrique, craque do Flamengo, virou alvo de críticas nas redes sociais. Acusado de tomar cartão amarelo para favorecer parentes na banca de aposta, mesmo com um salário que muitos consideram milionário. Mas, convenhamos, por dinheiro, ele não precisou passar por essa armadilha. Quem ganha 2 milhões de reais por mês, sabe que a tentação de se meter em encrenca assim é quase zero.

A questão é que, além do talento em campo, os jogadores precisam de algo mais: educação financeira, saúde mental, um pouco de orientação para a vida. Os clubes, que muitas vezes parecem focados apenas na vitória do próximo jogo, deveriam buscar profissionais como contadores e psicólogos. Afinal, o que se espera é que esses atletas tenham moral, civismo e uma consciência clara de que, além deles, há uma equipe, uma família, uma comunidade que depende do sucesso de sua carreira.

O jogador que vem de uma origem humilde, muitas vezes, precisa de mais do que treinos e táticas — precisa de orientação, de exemplos, de uma educação que vá além das quatro linhas.

E falando em mudanças inesperadas, vamos falar do café. Ah, o café! Aquele produto que move a vida de muita gente na região do Caparaó. Pois é, ele explodiu de preço. Uma saca de 60kg, que antes custava R$ 1.000,00, agora chega a R$ 3.000,00. Um boom que ninguém previu, uma surpresa que deixa o produtor de cabelo em pé. E o que fazer com esses valores tão altos? Aprender a conviver, claro. Educação financeira e saúde mental também entram nessa equação.

O café é um produto bianual, ou seja, sua produção tem ciclos, e o custo não é brincadeira. Com impostos subindo, o apelo às compras fúteis aumentando, a ostentação se tornando uma tendência, o produtor acaba atolado em dívidas, pedindo renegociação no Banco do Brasil. E aí, mais uma vez, a solução está na conversa, no debate, na troca de ideias.

Palestras, reuniões, debates — tudo isso deve ter como pauta principal a “Educação Financeira”. Porque, no fim das contas, seja no futebol ou na lavoura, o que precisamos é aprender a cuidar do que é nosso, com responsabilidade e consciência. Assim, a vida fica mais leve, mais justa, mais sustentável.

No final das contas, a vida é uma grande escola. E cabe a cada um de nós aprender, evoluir e se adaptar. Assim, podemos transformar desafios em oportunidades, crises em aprendizados, e sonhos em realidade.

Porque, como diz o ditado, quem planta com responsabilidade colhe com satisfação. E, nesse mundo de mudanças constantes, essa é a melhor lição que podemos levar adiante.

O Fantasma Chamado Sucessor

Por Andre Farrath

Fazer sucessor não é tarefa das mais fáceis. É como tentar desvendar um mistério antigo, onde cada detalhe pode ser decisivo. Estudos mostram que apenas 36% das empresas sobrevivem à chegada da segunda geração; na terceira, esse número cai para 19%. Quarta geração? Apenas 7%. E, surpreendentemente, só 5% alcançam a quinta. Uma verdadeira saga de resistência e esperança.

A geração de sucessores é uma tarefa dificílima, quase uma travessia no escuro. E manter o legado, então, parece uma missão ainda mais árdua. Vivemos tempos de internet, onde tudo que se posta parece perfeito, lindo, maravilhoso. Mas, na verdade, a qualidade do empreendedorismo, muitas vezes, se perde nesse mar de aparências.

São tantos obstáculos: aceitar o “novo” sem medo, resistir ao impulso de se apegar ao passado, compreender a diversidade de um planeta que se revela cada dia mais plural, e, acima de tudo, não deixar que o dinheiro seja o único foco. As metodologias evoluem, os tempos mudam, e aquilo que era considerado inovador ontem, hoje já virou passado. E, muitas vezes, o choque cultural entre gerações acaba sendo um fantasma que assombra a sucessão.

Escolher o melhor candidato, sem ferir egos ou criar conflitos familiares, é uma tarefa delicada. E quando esses conflitos não são bem administrados, podem se transformar em feridas profundas, capazes de minar a própria estrutura do negócio. O fim, muitas vezes, é uma questão de tempo.

A governança corporativa, que muitos ainda veem como algo exclusivo das grandes empresas ou das listadas em bolsa, é, na verdade, uma ferramenta acessível a qualquer tamanho de negócio. Uma estrutura clara, simples, bem definida, é como um farol na neblina — orienta, evita crises e mantém a saúde da empresa em dia. Afinal, uma boa governança é o melhor remédio para evitar que o negócio vá parar na UTI financeira.

No fim das contas, o sucessor é um fantasma que assombra e encanta. Um desafio que exige coragem, sabedoria e, sobretudo, respeito pelo legado que se quer preservar — ou reinventar. Porque, no fundo, toda sucessão é uma história de esperança, de renovação e de coragem para seguir adiante, mesmo quando o caminho parece escuro e incerto.

Na Era do Influencer e da Inteligência Artificial

Por André Farrath

Nos últimos tempos, uma nova figura surgiu com força na internet: o influencer digital. Mais do que uma profissão, tornou-se um estilo de vida, com milhões de seguidores e, claro, uma infinidade de curtidas em publicações, muitas vezes, banais. É impressionante como simples momentos cotidianos, como atravessar a rua com o cachorro, podem alcançar 5 milhões de curtidas. A popularidade, hoje, parece não depender de grandes feitos, mas de um instante viral.

Essa realidade me deixa inquieto. Estamos nos afastando da leitura, da escrita e, mais grave ainda, do conhecimento. Aqueles que, por vezes, abandonam o banco da escola para se lançar no mundo dos conteúdos digitais, não se dão conta de que a própria internet que utilizam – essa ferramenta extraordinária – é resultado de décadas de estudos intensos nas mais diversas áreas do saber: matemática, física, biologia, engenharia e química.

É preciso refletir sobre o caminho percorrido até chegarmos aqui. Para que hoje possamos ter carros que estacionam sozinhos, celulares que tiram fotos com precisão milimétrica, médicos que operam à distância, ou drones que entregam pizzas com a agilidade de um beija-flor, houve uma dedicação imensa de cientistas, engenheiros e inovadores, que passaram noites em claro, buscando soluções para o impossível. São anos de pesquisa para que a tecnologia evoluísse da forma como conhecemos.

No entanto, a realidade não é só de progresso. O lado sombrio também está presente. Surgiram, entre outros fenômenos, os “Tigrinhos” e as apostas digitais, como as da famosa BET, além das criptomoedas. A matemática do impossível, que promete grandes lucros a partir de cálculos que muitos nem entendem, gerou bolhas que, como sempre, acabam por estourar. Esse jogo da confiança cega tem levado muitas pessoas a perderem tudo, e, em alguns casos, até a vida.

E é nesse contexto que surge um alerta: “Quando o desejo de enriquecer rápido surge, o cérebro humano desliga seus mecanismos de defesa.” Vivemos numa era onde a busca pelo sucesso fácil e rápido se tornou um vício. Mas, como todo vício, a ilusão de riquezas instantâneas está repleta de armadilhas.

Na busca incessante por likes, curtidas e popularidade, corremos o risco de nos perder na superficialidade e nos afastarmos do que realmente importa: o aprendizado, o desenvolvimento intelectual e o cultivo do conhecimento. Fica o aviso, portanto, para que, mesmo na era dos influencers e da inteligência artificial, não percamos o valor da leitura, da reflexão e da educação.

Fica a dica.

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ESG a sigla do momento

Por Andre Farrath

ESG – Environmental Social and Governance (Governança ambiental, social e corporativa) é uma sigla usada em mercados de capitais e por investidores para avaliar o comportamento corporativo de uma empresa em relação a essas três áreas. Mais não fica só nisto. Cada dia que passa as coisas evoluem no sentido de sustentabilidade.

Caminhava Eu, o Rogério Mendes e o Iuri de Souza Farrath pela rua Oscar Freire e resolvemos tomar um champagne no Restaurante Lès Presidents do Chef Erik Jackin, momento que senta ao nosso lado a diretora de Compliance da Maxion Wheeles, uma das maiores fabricantes de rodas do mundo e durante uns 40 minutos o assunto foi ESG e Compliance. Eu sempre bati na tecla do triângulo da sustentabilidade socialmente organizado, ecologicamente correto e economicamente viável, então o assunto rendeu. Ela falava sobre o futuro das empresas e as certificações.

A ESG é voltada para o conceito onde quanto mais comprometido, mais atraente para investidores. No caso ambiental é necessário um olhar para questões de mudanças climáticas, emissão de gases, efeito estufa e eficiência energética. Já no social os requisitos vão para zerar o trabalho infantil, melhorar a saúde mental, segurança e integração da empresa com a comunidade. Racismo, diversidade, redução da fome, assédio moral e sexual são questões de ordem. Já a Governança os rumos voltam para o compliance, o seja, as regras e princípios para dar sustentação nas operações e gerar o fortalecimento dos sócios ou acionistas e implementação de mecanismos de transparência. Entendo que daqui pra frente as empresas terão que ter um olhar para implementação da ESG. Existe fala que em 2027 as empresas de mercado de capitais terão que estar adequadas as estas normas. Por conseguinte, refletirá na cadeia produtiva; inclusive do agronegócio. Algumas fazendas caminham para certificação do café e rastreabilidade do gado em nossa região.

O mundo parte em direção a sustentabilidade. As empresas terão que adaptar ao modelo ESG indiferentemente das regulações. Voltando ao conceito básico para implantação, haverá uma empresa autorizada para certificar avaliando: recursos naturais, emissão de carbono, reaproveitamento de água, desmatamento, taxa de turnover, segurança e comprometimento na entrega de produtos, diversidade e inclusão de gênero, igualdade salarial, processos para administração dos negócios, total transparência contábil, equidade de conselhos empresariais, gestão de riscos e ainda a Política de anticorrupção.

Isto não significa no primeiro momento que as empresas insustentáveis ao programa irão sucumbir. Mas uma coisa é certa, SEU PRODUTO TERÁ MENOS VALOR COMPETITIVO.

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PIX E O CRUZAMENTO

Por André Farrath   

Este ano de 2024 a Receita trouxe a DIRPF com 75% pré-preenchida. De onde vêm as informações que a Receita usa? Esta é uma pergunta curiosa e merece informações precisas, senão vejamos:

  • Informações recuperadas da declaração do ano anterior: identificação, endereço, número do recibo, dependentes, fontes pagadores, bens e direitos
  • Rendimentos e pagamentos que foram informados pelas fontes pagadoras na DIRF – Declaração do imposto de Renda retido na Fonte
  • Rendimentos e pagamentos que foram informados pelas imobiliárias na DIMOB – Declaração de Operações Imobiliária
  • Rendimentos e pagamentos que foram informados pelas entidades médicas na DMED – Declaração de Serviços médicos e de Saúde
  • Rendimentos e pagamentos que foram informados pelo profissional liberal no Carnê-Leão Web
  • Contribuições de previdência privada informadas pelas instituições de previdência na e-Financeira
  • Carnê Leão: Rendimentos Recebidos de Pessoa Física e Imposto Pago no Exterior
  • Rendimentos isentos em função de moléstia grave (códigos 3223, 3556 e 3579)
  • Rendimentos isentos – códigos de juros (inclusive RRA – quando só há uma parcela recebida no ano)
  • Rendimentos de restituição recebida no ano-calendário
  • Imóveis adquiridos no ano-calendário registrados em ofício de notas (operações de compra e venda, permuta, doação, adjudicação, promessa de compra e venda ou Cessão de Direitos) declarados pelos cartórios na DOI (Declaração de Operações Imobiliárias)
  • Doações efetuadas no ano-calendário declaradas na DBF (Declaração de Benefícios Fiscais) por instituições autorizadas
  • Criptoativos informados pelas Exchanges
  • Conta bancária/poupança ainda não declarada ou atualização do saldo em 31/12/2022, informados pelas instituições financeiras na e-Financeira
  • Fundo de investimento ainda não declarado ou atualização do saldo em 31/12/2022, informados pelas administradoras do fundo na e-Financeira…

Para 2025 a carga vai aumentar. O famigerado PIX permite o cruzamento de dados tanto dos contribuintes pessoa física quanto da pessoa jurídica. Para os contribuintes pessoas física, isso significa que suas transações financeiras ficam registradas em um banco de dados centralizado, permitindo que o fisco tenha acesso a essas informações para fiscalização e combate à sonegação fiscal. Isso pode incluir o cruzamento de dados com outras bases, como a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física.

Já para os empreendedores, é importante ressaltar que o PIX também pode ser utilizado como uma ferramenta de controle fiscal.

O cruzamento de dados da Receita Federal e das Secretarias de Fazenda (SEFAZ) ocorre por meio do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED).

Além do SPED, a Receita Federal também utiliza o e-Financeira, sistema criado com o objetivo de identificar movimentações financeiras que possam indicar sonegação fiscal, ele permite o compartilhamento de informações entre instituições financeiras e a Receita Federal.

Cartão de crédito para as Pessoas Jurídicas já é um Deus me acuda. Tudo cruzado, tudo amarrado. Os órgãos de controle estão enviando planilha de vendas sem a devida emissão fiscal em desacordo com o cartão somente para o contribuinte reconhecer e autodenunciar.

A REDE SOCIAL

A rede social também é outra ferramenta de análise dos órgãos de governo. É bom ter cuidado com foto encima de iate e jatinho sem ter Declaração coesa, ou Declaração com patrimônio a descoberto. Governo monitora até as viagens internacionais.

CAFÉ

Produtores rurais da Região do Território do Caparaó este ano foi surpreendido com “Cartinhas” da Receita convidando a fazer sua Declaração. A tal “cartinha” já fornece a quantidade de notas emitidas mês a mês.  Trocando em miúdos tudo está sendo cruzado!

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É MUITA DÍVIDA GENTE!

Por André Farrath

A liquidez está cada dia mais escassa e se ouve falar em dívida bancária. Em função disto, os bancos estão cada dia mais lotado de dinheiro. O índice de endividados passa a casa de 75%. Deste índice quase 12% declaram que não tem condições de quitar e quase 30% dizem terem prestações atrasadas. Isto é alarmante quando se fala em endividamento. Vinte por cento (20%) estão com mais da metade de seus vencimentos comprometidos. O Estado do Paraná lidera o ranking dos endividados.

Dívida com cartão de crédito está em disparada senão vejamos:

  1. Cheque pré-datado 87,1 %
  2. Cartão de crédito 16,2 %
  3. Carnê 10,1 %
  4. Crédito pessoal 8,9 %
  5. Financiamento de carro 8,7 %
  6. Financiamento de casa 6,4 %
  7. Crédito consignado 4,1 %
  8. Cheque especial 2,7 %

fonte: CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) abril/24

Existe uma busca feroz por empréstimos bancários. Os lucros dos bancos estão cada dia mais exorbitantes, pra não dizer estratosféricos.

É preciso urgentemente atentar para educação financeira. Do jeito que está pode ter um colapso, pois a ciranda financeira já é uma realidade. A preocupação com a taxa Selic nunca foi tão grande como nos últimos anos, isto mostra claramente a busca por empréstimos.

É preciso melhorar nossa liquidez e tornar-se sadia nossas contas. A solidez e a robustez das finanças faz-se necessário na hora de aquisições e negociações. Quem tem liquidez adquire mais fácil e melhor e quem não tem paga caro e adquire mau. Quando escrevo isto, evidente que não estou escrevendo nada novo, mais apenas para realçar ou talvez firmar a memória. A dica é:

Abram o olho com as taxas de juros!

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